Sábado, 4 de Abril de 2009
Clips Poéticos em Restauração

O Blog Clips Poéticos está em mudança!!!

 

Ele voltará...

 

         ... com as mesmas regras...

 

... com a mesma iniciativa...

 

                        ... com a mesma inspiração...

 

... com a mesma dinâmica...

 

 

Mas terá inovações...

 

     ... mais cor...

 

                     ... mais leitores

 

                                       ... mais vida...

 

                                                   ... mais poesia

 

TUDO PORQUE A VIDA É POESIA VIVA!!

                   CONTO CONTIGO :)

              

cLIPS pOÉTICOS, Inspira-te...


sinto-me: Em Mudança!!!

publicado por clipspoeticos às 18:55
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Domingo, 30 de Dezembro de 2007
Clip Verde

Clip Verde

 

Flor nua na cidade

 

Sou alguém

Vivo numa cidade

Longe de tudo o que tem

A Natureza que me invade

 

Passeio pelo passeio de todos

Onde além de corpo, a vaidade

Nesta rotina citadina

A que todos chamam de cidade

 

Não há Natureza desperta

Nem flor, nem azevinho

Os cheiros são de fumo

Os sentimentos vão pelo caminho

 

Passeava-me num dia normal

Na berma da estrada fria e crua

Quando de entre cimento e pedra

Encontrei uma flor nua

 

Algo sem importância

Reles, pisada pelo caminho

Mas, para mim com mais valor

Do que ouro cor de linho

 

Peguei nela com respeito

Olharam-me mil olhos com desprezo

Aquele brilho camuflado

De pisadas estava ileso

 

Coloquei a flor na sala

No centro, para a luz

Se não há sociedade que brilhe

Há Natureza que reluz

 

Sinto-me feliz em casa

A flor enche-me de verdade

No meio desta rotina citadina

A que todos chamam de cidade

 

Ana Fonte   Dezembro 2007


sinto-me: Clip Verde

publicado por clipspoeticos às 15:03
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007
Clip Rosa

 

 

 

Clip Rosa

 

Carta ao Céu

 

Quando acordo tenho a certeza de que há alguém que já abriu os olhos adormecidos e sorriu para a luz do Sol ou para a tímida escuridão da chuva. Tenho a certeza de que lá fora a vida acontece numa também Natureza adormecida e que embora enamorada não deixa de sentir tudo o de bom, tudo o de mau.

 

E podemos ver aqui a Natureza Humana mais cruel e distinta.

 

Sendo assim escrevo ao Céu, fotógrafo desta paisagem dizendo:

 

Lá em cima, tão lá em cima num cume de não sei o quê

Tu, Céu, vês quem crê e não crê

Vês a montanha, o mar

Vês o rico e o pobre

Vês nascer El- Rei, o luar

E não deixas paisagem que sobre

 

Vês o que ninguém quer ver

Mas a ti ninguém te pode esconder

E embora, à noite, disfarçado

Ligas as luzes para ver melhor

Em teu redor

 

Sim, porque eu vejo bem esses pontinhos amarelos

Que deixas em teimar brilhar

Sim, porque eu vejo de dia esses raios

Que tu deixas irradiar (sobre o azul)

 

És o tecto do mundo

És o suporte de luz, de escuridão

Que me segue de dia e noite

Nesta ilusão (que é a vida)

 

Vivo contigo presa a mim

Vivo contigo sem qualquer alternativa

Toda a tua cor, o teu brilho

Me motiva

 

CADA VEZ MAIS…

 

Ana Fonte  Dezembro 2007


sinto-me: Rosa

publicado por clipspoeticos às 18:29
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Clip Amarelo

Clip Amarelo

Diário de D. Inês de Castro

Meu querido e nobre diário

Que padeças para sempre confidente

Grava estas palavras de amor

Estas palavras que o coração sente

 

E em pergaminho escrevo

Tudo o que sinto e que vejo

Tudo o que outrora desejei

E tudo o que hoje beijo

 

Sou Inês de Castro, a aia

Amante e nobre galega

Amo D. Pedro, El - Rei 

Amor que Portugal cega

 

De Pedro Fernandes de Castro e Aldonça

Nasci a 1320

E em terceiro grau prima de Pedro

Deste amor serei eu crente?

 

Porque fiquei aqui presa

Neste Convento de Santa Clara

Quero paz e liberdade

E Pedro que tanto amara

 

Nos meus barquinhos de madeira

Deposita-me o seu amor

Mas que tenho se me odeia

A população em redor?

 

 

 

 


sinto-me: Amarela

publicado por clipspoeticos às 18:59
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Sábado, 8 de Dezembro de 2007
Clip Branco

Clip Branco

                                                      

Os poemas que seleccionei para esta semana são:

                                                                                        

Balada da Neve

 

 

Batem leve, levemente,

Como quem chama por mim…

Será chuva? Será gente?

Gente não é certamente,

E a chuva não bate assim…

 

É talvez a ventania…

Mas há pouco, poucochinho,

Nem uma agulha bulia

Na quieta melancolia

Dos pinheiros do caminho…

 

Quem bate assim levemente,

Com tão estranha leveza,

Que mal se ouve, mal se sente?

Não é chuva, nem é gente,

Nem é vento com certeza.

 

Fui ver. A neve caía

Do azul cinzento do céu,

Branca e leve, branca e fria…

Há quanto tempo a não via!

E que saudades, Deus meu!

 

Olho-a através da vidraça.

Pôs tudo da cor do linho.

Passa gente, e, quando passa,

Os passos imprime a traça

Na brancura do caminho…

 

Fico olhando esses sinais

Da pobre gente que avança,

E noto, por entre os mais,

Os traços miniaturais

Duns pezitos de criança…

 

E, descalcinhos, doridos,

A neve deixa indo vê-los,

Primeiro bem definidos,

Depois em sulcos compridos,

Porque não podia erguê-los…

 

Que quem é pecador

Sofra tormentos, enfim!...

Mas as crianças, Senhor,

Porque lhes dais tanta dor?

Porque padecem assim?

 

E uma infinita tristeza,

Uma funda turbação,

Entra em mim, fica em mim presa…

Cai a neve na natureza

E cai no meu coração.

 

Augusto Gil

 

Cidade

 

Esta é a cidade, é bela.

É formigueiro que se agita,

Se esgueira, treme, crepita,

Ziguezagueia e flutua.

Aperfeiçoo a focagem,

Olho imagem, por imagem.

Numa comoção crescente.

Enchem-se-me os olhos de água

Tanto sonho! Tanta gente!

São automóveis, lambretas,

Motos, vespas, bicicletas,

Carros, carrinhas, carretas,

Sempre mais gente

Num tumulto permanente

Que não cansa nem descansa,

Num rio que no mar se lança

Em caudalosa corrente.

Tanto sonho! Tanta esperança!

Tanta mágoa! Tanta gente!

 

António Gedeão – Poesias Completas

 

Estavas, linda, Inês, posta em sossego,

Dos teus anos colhendo doce fruito,

Naquele engano da alma, ledo e cego,

Que a fortuna não deixa durar muito,

Nos saudosos campos do Mondego,

Dos teus fermosos olhos nunca enxuito,

Aos montes insinando e às ervinhas

O nome que no peito escrito tinhas.

 

Luís de Camões, Os Lusíadas

 

Antes do fim do mundo, despertar,

Sem D. Pedro sentir,

E dizer às donzelas que o luar

E ao aceno do amado que há-de vir…

 

E mostrar-lhes que o amor contrariado

Triunfa até da própria sepultura:

O amante, mais terno e apaixonado,

Ergue a noiva caída à sua altura.

 

E pedir-lhes, depois, fidelidade humana

Ao mito do poeta, à linda Inês…

À eterna Julieta castelhana

Do Romeu português

 

  Miguel Torga, Poemas Ibéricos

 


sinto-me: Branca

publicado por clipspoeticos às 09:50
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007
Clip Preto

Clip Preto

 

Lengalenga do pensamento

 

Sempre que penso, penso que é melhor não pensar

Pois todos os pensamentos fluentes

São aqueles que nem sequer penso lembrar

 

Quando penso na Natureza, penso na degradação

Quanto imagino o que é a beleza, a vaidade é a contradição

Sempre que penso ser mais alta, penso que posso cair

Se penso na sociedade, não volto mais a dormir

Se penso no meu planeta, não consigo compreender

Como há quem tenha ilhas desertas se há quem esteja a sofrer

Se penso em ter algo novo, penso que é futilidade

Se penso nas doenças que existem, mas que dura realidade

Se penso nas injustiças, não tenho mais cabeça para pensar

É melhor pensar nas contas que ainda tenho que pagar

E se começar mesmo a pensar que se um dia tiver que partir

O melhor é mesmo não pensar numa forma para fugir!

 

                                                     Ana Fonte Novembro 2007

 

 


sinto-me: Preta

publicado por clipspoeticos às 09:15
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Sábado, 24 de Novembro de 2007
Clip Verde

 

Clip Verde

 

A Escassez

 

Acordei um dia, tive sede

Sede de água, de vento, de mar

Algo forte de suportar

E que não dava para esconder!

 

Fui à torneira mais perto

Mas nem uma gota caía

A água corrente, não corria

E então decidi esperar…

 

Abri a janela do quarto,

Esperava uma brisa ligeira

Mas em vez disso,

Algo mortiço,

Um pau de esteira

 

Procurei, então, o mar

Com olhos de desesperar

Quando apenas lá no fundo

Num terno e tenro azul profundo

Apenas vi

O modo como vivi

A Natureza que o Homem desfez

Pois aquilo que nos convém

Só vem…com a escassez

 

 

 

 

Ana Fonte Novembro 2007

 

Palavra da minha palavra: Este poema foi feito para que as pessoas se consciencializassem dos problemas com que hoje em dia se deparam e cuja causa é precisamente o Homem. Desta forma, pretendo alertar a este mesmo problema para que a partir de agora dêem mais valor ao verdadeiro significado de algumas palavras e valores da Natureza como a água, o vento e o mar.

 

 

 


sinto-me: Verde

publicado por clipspoeticos às 22:37
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Domingo, 18 de Novembro de 2007
Clip Rosa

Clip Rosa

Corre rio…

 

Corre rio, meu vassalo

Corre rio a preceito

Sopra água arroxeada

Sobre a vida desse leito

 

Corre rio, dependente

Corre rio a preceito

Sopra água esverdeada

Num cantinho desse leito

 

Corre rio, subalterno

Corre rio a preceito

Todo o teu núcleo frio e terno

Que faz parte desse leito

 

Corre rio, tributário

Corre rio a preceito

Sopra água alaranjada

Renascendo o teu leito

 

Corre rio, feudatário

Corre rio a preceito

E sopra água esbranquiçada

Nesse mundo tão perfeito!

 

Ana Fonte Novembro de 2007

 

Palavra da minha palavra: Provavelmente cada um tem uma diferente interpretação deste poema. Eu dedico este poema a teus os estudantes, pois todos nós somos um rio. Todos nós comandamos ao mesmo tempo que somos comandados. Todos nós corremos numa só direcção e todos nós temos o mesmo destino, chegar a uma foz fantástica e inesquecível. No entanto, somos nós quem alargamos ou encolhemos e que decidimos como é o nosso leito. Que cor queres dar ao teu leito?

 

 

sinto-me: Rosa

publicado por clipspoeticos às 22:09
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Sábado, 10 de Novembro de 2007
Clip Amarelo

 

 

Clip Amarelo

Origem

 

De uma árvore, da Natureza

Um Homem formou-se e cresceu

De um feixe de luz e leveza

Um belo macho, um Gineceu

 

Corpos nus, puros e sãos

A Natureza assustaram

A fauna ri, a flora foge

Onde o Céu e a Terra se beijaram

 

Ele Adão, o testemunho

Ela Eva, flor do pecado

ELE Deus, o todo-poderoso

Ela Terra, o bem – achado

 

E dançando sobre terra

O vento murmurou, o ar coloriu

Os dois seres como Primavera

Que a sombra desenhou, que o Sol viu!

 

E é assim marcado o início,

De uma longa e findável viagem

Onde o macho, o gineceu

Marcam o início e a passagem. 

 

Ana Fonte

Novembro de 2007

 

 

Palavra da minha palavra: Eu escolhi este poema para iniciar esta corrente poética, pois ele tem um sentido muito ovo já que marca o nascimento do Homem segundo a religião católica. Deste modo, também pode ser este o nascimento deste projecto que, tal como o poema representa, nasce de algo muito natural e puro.


sinto-me: Amarela

publicado por clipspoeticos às 19:23
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
Introdução aos meus Clips

   Boa noite!! É esta a primeira vez que escrevo neste blog, mas não será de certo a última, pois a partir desta semana serão aqui publicados os meus poemas.

   Antes de mais: Sou portuense,sou uma aluna do 9.º ano e gosto muito de poesia!!! Um dia pensei que podia partilhar os meus poemas e a primeira ideia que me surgiu foi a de criar este blog. Sim, porque acho que a inspiração é algo que deve ser sentido por várias pessoas e, na verdade, há momentos que não sabemos bem o que ler.  Espero que gostes desta sugestão de leitura... 

Ana Fonte

 

  Introdução aos meus clips: Em vigor desta Linha Poética, eu apresento todas as semanas um poema diferente que se organiza desta forma:

 

1.º Semana- Clip Amarelo: poemas relacionados com o Homem, com a sabedoria e com a arte humana.

2.ºSemana-Clip Rosa: poemas de amor (poemas dedicados à Natureza, aos pais,aos amigos,aos companheiros,às pessoas especiais e à vida)

3.º Semana- Clip verde: poemas relacionados com a Natureza e com tudo o que é natural (os elementos naturais nomeadamente a água, o fogo, o ar e a terra)

4.º Semana- Clip preto: poemas onde critico a sociedade e os factos que não me agradam.

 

5.º Semana- (Clip acessório) - Clip Branco: semana onde tu próprio escreves um poema e desta forma podemos trocar algumas ideias e sugestões, bem como opiniões e críticas. Também é uma semana onde eu apresento uma recolha de diferentes poemas de que gosto de poetas que tu certamente conheces ou que passas a descobrir.

 

 

Notas: Todo este projecto, entra em vigor a partir da semana de 5 de Novembro.

               Durante cada semana é apresentado apenas um poema correspondente ao tema indicado sendo que na 6.º semana deste projecto, o clip apresentado será o Amarelo e assim progressivamente.

              O poema apresentado semanalmente não tem um dia específico, podendo ser editado numa Segunda ou num Domingo.

 

 

                                 

   A partir de agora, já sabes. Não deixes de acompanhar este blog e fundamentalmente não deixes de comentar…. sempre !!!  :  )


sinto-me: Inspirada!!!

publicado por clipspoeticos às 21:34
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